Dançando sozinha
Encima de um palco
Sem ninguém pra ver
Os braços pro alto
Os pés calejados
Tocando de roda
Pular e correr
E então quem diria
Daquela menina
Desengonçada
Na rua a brincar
Que um dia mulher
Fosse assim na surdina
Eclodir em estrela
E pra ela brilhar
Olha a solidão
Que a toma o rosto
Não é solidão
Que se tem lamentar
É um sentimento
Que a toma por dentro
Lhe traz personagem
E lhe faz viajar
E seus movimentos
Tão livres e lentos
Refletem a luz
Que há dentro de si
E no grand finale
Ao fim da viagem
Se abre em flor
Agradece e sorri
Vai bailarina
Vai criar seu mundo
No universo profundo
Onde toda a luz vem de ti
Valéria Friso
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