Há certa cumplicidade entre flores e crianças.
A flor de primavera que faz a comidinha,
O botãozinho que enfeita a casa da boneca,
O Beijo pendurado na orelha da menina,
O presente para a primeira namorada...
A cumplicidade segue.
A pureza nem tanto.
No disfarce do marido traidor,
Na moldura dos últimos dias ao sol de um corpo vazio,
Na geladeira esperando pra assistir o padre (chato) em casamento...
Felizes das flores que nasceram para os pequenos.
A flor da primavera que faz a comidinha,
O botãozinho que enfeita a casa da boneca...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Arte para baixinhos
Crawly Critters Mobile
Gente! Olha que coisinha mais bonitinha esse móbile! Encontrei no site http://www.kindergallery.com.au . É como uma galeria de arte para crianças, com muita coisa de vários artistas. Apaixonei... Será que um dia chego a esse nível de aprimoramento artístico??? Ó, falei bonito agora ein!
sábado, 7 de novembro de 2009
Achei o macaco azul! Agora com licença. vou tratar de perdê-lo...
Para quem estava duvidando do poder do macaco, aí vai...
Ontem, mexendo nos meus papéis velhos, encontrei a seguinte carta:
O MACACO AZUL
Aluísio Azevedo
Ontem, mexendo nos meus papéis velhos, encontrei a seguinte carta:
Caro Senhor.
Escrevo estas palavras possuído do maior desespero. Cada vez menos esperança tenho de alcançar o meu sonho dourado. – O seu macaco azul não me sai um instante do pensamento! É horrível! Nem um verso!
Do amigo infeliz
Escrevo estas palavras possuído do maior desespero. Cada vez menos esperança tenho de alcançar o meu sonho dourado. – O seu macaco azul não me sai um instante do pensamento! É horrível! Nem um verso!
Do amigo infeliz
PAULINO
Não parece um disparate este bilhete?
Pois não é. Ouçam o caso e verão!
Uma noite – isto vai há um bom par de anos – conversava eu com o Artur Barreiros no largo da Mãe do Bispo, a respeito dos últimos versos então publicados pelo conselheiro Otaviano Rosa, quando um sujeito de fraque cor de café com leite, veio a pouco e pouco, aproximando-se de nós e deixou-se ficar a pequena distância, com a mão no queixo, ouvindo atentamente o que conversávamos.
- O Otaviano, sentenciou o Barreiros, o Otaviano faz magníficos versos, lá isso ninguém lhe pode negar! mas, tem paciência! o Otaviano não é poeta!
- O Otaviano, sentenciou o Barreiros, o Otaviano faz magníficos versos, lá isso ninguém lhe pode negar! mas, tem paciência! o Otaviano não é poeta!
Eu sustentava precisamente o contrário afiançando que o aplaudido Otaviano fazia maus versos, tendo aliás uma verdadeira alma de poeta, e poeta inspirado.
O Barreiros replicou, acumulando em abono da sua opinião uma infinidade de argumentos de que já me não lembro.
Eu trepliquei firme, citando os alexandrinos errados do conselheiro.
O Barreiros não se deu por vencido e exigiu que eu lhe apontasse alguém no Brasi4 que soubesse arquitetar alexandrinos melhor que S. Ex.ª.
Eu respondi com esta frase esmagadora:
- Quem? Tu!
E acrescentei, dando um piparote na aba do chapéu e segurando o meu contendor, com ambas as mãos pela gola do fraque:
- Queres que te fale com franqueza?… Isto de fazer versos inspirados e bem feitos; ou, por outra: isto de ser ou não ser poeta, depende única e exclusivamente de uma cousa muito simples…
- O que é?
É ter o segredo da poesia! Se o sujeito está senhor do segredo da poesia, faz, brincando, a quantidade de versos que entender, e todos bons, corretos, fáceis, harmoniosos; e, se o sujeito não tem o segredo, escusa de quebrar a cabeça pode ir cuidar de outro ofício, porque com as musas não arranjará nada que preste! Não és do meu parecer?
- Sim, nesse ponto estamos de pleno acordo, conveio o Barreiros. Tudo está em possuir o segredo!…
E, tomando uma expressão de orgulho concentrado, rematou, abaixando a cabeça e olhando-me por cima das lunetas: – Segredo que qualquer um de nós dois conhece melhor que as palmas da própria mão!…
- Segredo que eu me prezo de possuir, como até hoje ninguém o conseguiu, declarei convicto.
E com esta frase me despedi e separei-me do Artur. Ele tomou para os lados de Botafogo, onde morava, e eu desci pela rua Guarda Velha.
Mal dera sozinho alguns passos, o tal sujeito de fraque cor de café com leite aproximou-se de mim, tocou-me no ombro, e disse-me com suma delicadeza:
- Perdão, cavalheiro! Queria desculpar interrompê-lo. Sei que vai estranhar o que lhe vou dizer, mas…
- Estou às suas ordens. Pode falar.
- É que ainda há pouco quando o senhor conversava com o seu amigo, afirmou a respeito da poesia certa cousa que muito e muito me interessa… Desejo que me explique…
Bonito! pensei eu. É algum parente ou algum admirador do conselheiro Otaviano, que vem tomar-me uma satisfação. Bem feito! Quem me manda a mim ter a língua tão comprida?…
- Entremos aqui no jardim da fábrica, propôs o meu interlocutor; tomaremos um copo de cerveja enquanto o senhor far-me-á o obséquio de esclarecer o ponto em questão.
O tom destas palavras tranqüilizou-me em parte. Concordei e fomos assentar-nos em volta de uma mesinha de ferro, defronte de dois chopes, por baixo de um pequeno grupo de palmeiras.
- O senhor, principiou o sujeito, depois de tomar dois goles do seu copo, declarou ainda há pouco que possui o segredo da poesia… Não é verdade?
Eu olhei para ele muito sério, sem conseguir perceber onde diabo queria o homem chegar.
Não é verdade? insistiu com empenho. Nega que ainda há pouco declarou possuir o segredo dos poetas?
- Gracejo!… Foi puro gracejo de minha parte… respondi, sorrindo modestamente. Aquilo foi para mexer com o Barreiros, que – aqui para nós – na prosa é um purista, mas que a respeito de poesia, não sabe distinguir um alexandrino de um decassílabo. Tanto ele como eu nunca fizemos versos; creia!
- Ó senhor! por quem é não negue! fale com franqueza!
- Mas juro-lhe que estou confessando a verdade…
- Não seja egoísta!
E o homem chegou a sua cadeira para junto de mim e segurou-me uma das mãos.
- Diga! suplicou ele, diga por amor de Deus qual é o tal segredo; e conte que, desde esse momento, o senhor terá em mim o seu amigo mais reconhecido e devotado!
- Mas, meu caro senhor, juro-lhe que…
O tipo interrompeu-me, tapando-me a boca com a mão, e exclamou deveras comovido:
- Ah! Se o senhor soubesse; se o senhor pudesse imaginar quanto tenho até hoje sofrido por causa disto!
- Disto o quê? A poesia?
- É verdade! Desde que me entendo, procuro a todo o instante fazer versos!… Mas qual! em vão consumo nessa luta de todos os dias os meus melhores esforços e as minhas mais profundas concentrações!… É inútil! Todavia, creia, senhor, o meu maior desejo, toda a ambição de minha alma, foi sempre, como hoje ainda, compor alguns versos, poucos que fossem, fracos muito embora; mas, com um milhão de raios! que fossem versos! e que rimassem! e que estivessem metrificados! e que dissessem alguma cousa!
- E nunca até hoje o conseguiu?… interroguei sinceramente pasmo.
- Nunca! Nunca! Se o metro não sai mau, é a idéia que não presta; e se a idéia é mais ou menos aceitável, em vão procuro a rima! A rima não chega nem à mão de Deus Padre! Ah! tem sido uma campanha! uma campanha sem tréguas! Não me farto de ler os mestres; sei de cor o compêndio do Castilho; trago na algibeira o Dicionário de consoantes; e não consigo um soneto, uma estrofe, uma quadra! Foi por isso que pensei cá comigo: “Quem sabe se haverá algum mistério, algum segredo, nisto de fazer versos?… algum segredo, de cuja posse dependa em rigor a faculdade de ser poeta?…” Ah! e o que não daria eu para alcançar semelhante segredo?… Matutava nisto justamente, quando o senhor, conversando com o seu amigo, afirmou que o segredo existe com efeito, e melhor ainda, que o senhor o possui, podendo por conseguinte transmiti-lo adiante!
- Perdão! Perdão! O senhor está enganado, eu…
- Oh! não negue! Não negue por quem é! O senhor tem fechada na mão a minha felicidade! Se não quer que eu enlouqueça confie-me o segredo! Peço-lhe! Suplico-lhe! Dou-lhe em troca a minha vida, se a exige!
- Mas, meu Deus! o senhor está completamente iludido… Não existe semelhante cousa!… Juro-lhe que não existe!
- Não seja mau! Não insista em recusar um obséquio que lhe custa tão pouco e que vale tanto para mim! Bem sei que há de prezar muito o seu segredo mas dou-lhe minha palavra de honra que me conservarei digno dele até à morte! Vamos! declare! fale! diga logo o que é, ou nunca mais o largarei! nunca mais o deixarei tranqüilo! Diga ou serei eternamente a sua sombra!
- Ora esta! Como quer que lhe diga que não sei de semelhante segredo?!
- Não mo negue por tudo o que o seu coração mais ama neste mundo!
- O senhor tomou a nuvem por Juno! Não compreendeu o sentido de minhas palavras!
- O segredo! O segredo! O segredo!
Perdi a paciência. Ergui-me e exclamei disposto a fugir:
- Quer saber o que mais?! Vá para o diabo que o carregue!
- Espere, senhor! Espere! Ouça-me por amor de Deus!
- Não me aborreça. Ora bolas!
- Hei de persegui-lo até alcançar o segredo!
* * *
E, como de fato, o tal sujeito acompanhou-me logo com tamanha insistência, que eu, para ver-me livre dele, prometi-lhe afinal que lhe havia de revelar o mistério.
No dia seguinte já lá estava o demônio do homem defronte da minha casa e não me largava a porta.
Para o restaurante, para o trabalho, para o teatro, para toda a parte, acompanhava-me aquele implacável fraque cor de café com leite, a pedir-me o segredo por todos os modos, de viva voz, por escrito e até por mímica, de longe.
Eu vivia já nervoso, doente com aquela obsessão. Cheguei a pensar em queixar-me à polícia ou empreender uma viagem.
Ocorreu-me porém, uma idéia feliz, e mal a tive disse ao tipo que estava resolvido a confiar-lhe o segredo.
Ele quase perdeu os sentidos de tão contente que ficou. Marcou-me logo uma entrevista em lugar seguro; e, à hora marcada, lá estávamos os dois.
Então que é?… perguntou-me o monstro, esfregando as mãos.
- Uma cousa muito simples, segredei-lhe eu. Para qualquer pessoa fazer bons versos, seja quem for, basta-lhe o seguinte: – Não pensar no macaco azul. – Está satisfeito?
- Não pensar no…
- Macaco azul.
- Macaco azul? O que é macaco azul…?
- Pergunta a quem não lhe sabe responder ao certo. Imagine um grande símio azul ferrete, com as pernas e os braços bem compridos, os olhos pequeninos, os dentes muito brancos, e aí tem o senhor o que é o macaco azul.
- Mas que há de comum entre esse mono e a poesia?…
- Tudo, visto que, enquanto o senhor estiver com a idéia no macaco azul, não pode compor um verso!
- Mas eu nunca pensei em semelhante bicho!…
- Parece-lhe; é que às vezes a gente está com ele na cabeça e não dá por isso.
- Pois hoje mesmo vou fazer a experiência… Ora quero ver se desta vez…
- Faça e verá.
* * *
No dia seguinte, o pobre homem entrou-me pela casa como um raio. Vinha furioso.
- Agora, gritou ele, é que o diabo do bicho não me larga mesmo! É pegar eu na pena, e aí está o maldito a dar-me voltas no miolo!
- Tenha paciência! Espere alerta a ocasião em que ele não lhe venha à idéia e aproveite-a logo para escrever seus versos.
- Ora! Antes o senhor nunca me falasse no tal bicho! Assim, nem só continuo a não fazer versos, como ainda quebro a cabeça de ver se consigo não pensar no demônio do macaco!
* * *
E foi nestas circunstâncias que Paulino me escreveu aquela carta.
Demônios (1893)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Calma, desse lado não
Assim, vai! Meu cabelo ficou bom? Não, apaga.
Pessoas! Vamos dizer SIM a fotos espontâneas! Vamos dizer SIM à face que apresentamos à luz! Já pensou se o modelo do Grito achasse que não estava vestido adequadamente?! Ou se a Mona Liza não quisesse ser retradada porque seus cabelos não estavam num dia bom?!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Olá
Estou fazendo um curso pelo EAD do Sebrae chamado: Como vender mais e Melhor
Recomendo todos os cursos do Sebrae, no começo tinha uma certa resistência, mas depois de fazer o primeiro não consigo parar mais!
E hoje vi uma piada muuito boooa no fórum de discussão que o Tutor postou, e resolvi postá-la aqui. Meritos ao Tutor Álvaro Martins Carneiro
Uma dona de casa, num vilarejo, ao atender as palmas em sua porta...
- "Oi de casa, tô entrando!"
Ela se depara com um homem que vai entrando em sua casa e joga esterco de cavalo em seu tapete da sala. A mulher apavorada pergunta:
- "O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete?"
O vendedor, sem deixar a mulher falar, responde:
- "Boa tarde! Eu estou oferecendo ao vivo, o meu produto, e eu provo pra senhora que os nossos aspiradores são os melhores e mais eficientes do mercado, tanto que vou fazer um desafio: se eu não limpar este esterco em seu tapete, eu prometo que irei comê-lo!"
A mulher se retirou para a cozinha sem falar nada. O vendedor curioso, perguntou:
- "A senhora vai aonde? Não vai ver a eficiência do meu produto?"
A mulher responde:
- "Vou pegar uma colher, sal e pimenta e um guardanapo de papel. Também uma cachaça para lhe abrir o apetite, pois aqui em casa não tem energia elétrica!"
- "Oi de casa, tô entrando!"
Ela se depara com um homem que vai entrando em sua casa e joga esterco de cavalo em seu tapete da sala. A mulher apavorada pergunta:
- "O senhor está maluco? O que pensa que está fazendo em meu tapete?"
O vendedor, sem deixar a mulher falar, responde:
- "Boa tarde! Eu estou oferecendo ao vivo, o meu produto, e eu provo pra senhora que os nossos aspiradores são os melhores e mais eficientes do mercado, tanto que vou fazer um desafio: se eu não limpar este esterco em seu tapete, eu prometo que irei comê-lo!"
A mulher se retirou para a cozinha sem falar nada. O vendedor curioso, perguntou:
- "A senhora vai aonde? Não vai ver a eficiência do meu produto?"
A mulher responde:
- "Vou pegar uma colher, sal e pimenta e um guardanapo de papel. Também uma cachaça para lhe abrir o apetite, pois aqui em casa não tem energia elétrica!"
Moral da história: Conheça o seu cliente antes de oferecer qualquer coisa.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Aqui estamos eu, Carol, e o bebê dela, banquinho Bossa Nova, que concorreu ao Prêmio Ecoleo de Design na categoria profissional com grandes nomes do design brasileiro. Fomos nós e meu amigo Leonel do Broba ao seminário que contou com excelentes palestrantes, e me deu uma injeção de ânimo para desenvolver novos projetos, bem como um novo olhar sobre design sustentável. Obrigada Carol, pela oportunidade e muitos parabéns pela linda peça!
Confira mais sobre o projeto em: carolinaalbieri.blogspot.com
Confira mais sobre o evento em: http://www.designenatureza.com.br/premioecoleo/
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Cultura. Capitulo 3, pag. 25
Ouvi a notícia de que as escolas devem pagar os direitos autorais das músicas que serão executadas nas festas juninas. Ouvi a notícia de que os quentões estão proibidos em festas escolares. Ouvirei notícias de que será preciso usar equipamento de segurança para subir no pau de sebo. Ouvirei notícias de restrições para pular fogueira. Ouvirei noticias de que os sacos de corrida deverão ser previamente aprovados pelo INMETRO.
Cultura. Cultuar ou Conhecer?
Cultura. Cultuar ou Conhecer?
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Pés de luz
Olha a bailarina
Dançando sozinha
Encima de um palco
Sem ninguém pra ver
Os braços pro alto
Os pés calejados
Tocando de roda
Pular e correr
E então quem diria
Daquela menina
Desengonçada
Na rua a brincar
Que um dia mulher
Fosse assim na surdina
Eclodir em estrela
E pra ela brilhar
Olha a solidão
Que a toma o rosto
Não é solidão
Que se tem lamentar
É um sentimento
Que a toma por dentro
Lhe traz personagem
E lhe faz viajar
E seus movimentos
Tão livres e lentos
Refletem a luz
Que há dentro de si
E no grand finale
Ao fim da viagem
Se abre em flor
Agradece e sorri
Vai bailarina
Vai criar seu mundo
No universo profundo
Onde toda a luz vem de ti
Dançando sozinha
Encima de um palco
Sem ninguém pra ver
Os braços pro alto
Os pés calejados
Tocando de roda
Pular e correr
E então quem diria
Daquela menina
Desengonçada
Na rua a brincar
Que um dia mulher
Fosse assim na surdina
Eclodir em estrela
E pra ela brilhar
Olha a solidão
Que a toma o rosto
Não é solidão
Que se tem lamentar
É um sentimento
Que a toma por dentro
Lhe traz personagem
E lhe faz viajar
E seus movimentos
Tão livres e lentos
Refletem a luz
Que há dentro de si
E no grand finale
Ao fim da viagem
Se abre em flor
Agradece e sorri
Vai bailarina
Vai criar seu mundo
No universo profundo
Onde toda a luz vem de ti
Valéria Friso
sábado, 21 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Você sabia que o céu azul?
E que o ar é adocicado?
Quanto ar você provou hoje?
Somos todos parceiros
dividimos o mesmo ar
e não dividimos prazer
o prazer que nem mesmo usamos
ou que talvez nem é conhecido
O que te dá prazer?
quanto prazer te custa?
quanto prazer você recicla?
Que textura tem seu mindinhodo pé esquerdo?
ou o catarro que acumula durante o sono?
ou a mão do porteiro?
Deus me livre de uma vida sem ar,
ou sem prazer,
sem dedinho,
sem catarro...
Deus me livre de uma vida sem porteiro...
E que o ar é adocicado?
Quanto ar você provou hoje?
Somos todos parceiros
dividimos o mesmo ar
e não dividimos prazer
o prazer que nem mesmo usamos
ou que talvez nem é conhecido
O que te dá prazer?
quanto prazer te custa?
quanto prazer você recicla?
Que textura tem seu mindinhodo pé esquerdo?
ou o catarro que acumula durante o sono?
ou a mão do porteiro?
Deus me livre de uma vida sem ar,
ou sem prazer,
sem dedinho,
sem catarro...
Deus me livre de uma vida sem porteiro...
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