Olha aquele moço. Que engraçado.
Maltrapilho coberto por uma manta suja.
Olha aquele moço de longa barba branca.
De sorrizo vazio engessado no rosto.
Olha aquele moço que pronuncia sons que só sua companheira, a loucura, sabe o que querem dizer.
Que engraçado. Até a juventude o deixou, e com uma mão na frente outra atrás.
Olha aquele moço que vive de escambo. Troca sua dignidade por um pedaço de pão e um canto escuro para dormir.
Aquele moço que espera a luz do sol vir lhe convidar para beber mais uma e ser denovo aquilo que sabe ser. Aquele moço engraçado.
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